Cuba, um país desenvolvido (em 1957!)

Reproduzo aqui o post do Brad DeLong em que ele sintetiza o que todo mundo deveria saber. (Brad DeLong, à propósito,é um professor Berkeley de esquerda - para padrões americanos)
"The hideously depressing thing is that Cuba under Batista--Cuba in 1957--was a developed country. 
Cuba in 1957 had lower infant mortality than France, Belgium, West Germany, Israel, Japan, Austria, Italy, Spain, and Portugal. Cuba in 1957 had doctors and nurses: as many doctors and nurses per capita as the Netherlands, and more than Britain or Finland. Cuba in 1957 had as many vehicles per capita as Uruguay, Italy, or Portugal. Cuba in 1957 had 45 TVs per 1000 people--fifth highest in the world. Cuba today has fewer telephones per capita than it had TVs in 1957. 
You take a look at the standard Human Development Indicator variables--GDP per capita, infant mortality, education--and you try to throw together an HDI for Cuba in the late 1950s, and you come out in the range of Japan, Ireland, Italy, Spain, Israel. Today? Today the UN puts Cuba's HDI in the range of Lithuania, Trinidad, and Mexico. (And Carmelo Mesa-Lago thinks the UN's calculations are seriously flawed: that Cuba's right HDI peers today are places like China, Tunisia, Iran, and South Africa.) 
Thus I don't understand lefties who talk about the achievements of the Cuban Revolution: "...to have better health care, housing, education, and general social relations than virtually all other comparably developed countries." Yes, Cuba today has a GDP per capita level roughly that of--is "comparably developed"--Bolivia or Honduras or Zimbabwe, but given where Cuba was in 1957 we ought to be talking about how it is as developed as Italy or Spain."
Meu outro post sobre o assunto está aqui. Vale a pena também ler também o paper The Cuban Experiment: Measuring the Role of the 1959 Revolution on Economic Performance using the Synthetic Control Method por Ribeiro, Stein e Kang .

5 comentários:

Bruno Ribeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clóvis Menezes Filho disse...

Leo, o embargo foi tão desastroso para economia cubana quanto dizem os admiradores desse regime?? Digo, é possível estimar isso com testes de controle, etc...

Leonardo Monasterio disse...

Olá Clovis,

O complicado é saber direito qual é o contrafactual: se tirar o bloqueio, tem que tirar tb as transferências da URSS.
O paper citado no final do post meio que faz isso se baseando na trajetória anterior de CUba e dos países semelhantes.
Abraços,

Clóvis Menezes Filho disse...

Olá Leo!

Muito obrigado por responder!!! Como sempre atencioso. Vou dar uma olhada no paper, mas por que teria de tirar o dinheiro da URSS? Não entendi direito esse ponto... Antes, desculpe incomodá-lo, mas mudando de assunto , li uma parte de uma pesquisa sua que afirma que o BF teria pouca influência no resultado das eleições... você acha que o BF dentro do contexto das mentiras da campanha eleitoral não teve nenhum efeito?

Muito obrigada pela sempre generosa atenão,

Clóvis Menezes, seu grande fã

Leonardo Monasterio disse...

Obrigado pela (excessivamente!) generosas palavras!

Meu ponto é que o contrafactual apropriado é: o que teria acontecido com Cuba se não tivesse acontecido a revolução? Então por isso é que parece adequado tirar tb o subsidio da urss (que certamente não teria acontecido sem o Fidel ter se alinhado).
( o curioso dessa história é que os caras que atribuem todos os problemas de Cuba ao bloqueio estão, ao mesmo tempo, assumindo que comércio internacional é essencial para o crescimento).

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