04/01/2017

Colistete e o atraso educacional brasileiro

Ficou ótima a matéria da Revista Piauí com o perfil do Renato Colistete e sobre sua tese de livre-docência (pdf).
Ele é um pesquisador sensacional, gente boa e orientador de 9 entre 10 dos novos pesquisadores em histórica econômica. Já estava no tempo de ele ter reconhecimento de um público mais amplo.
Aproveite e leia o seu blog . Quando a tese estiver on-line, eu aviso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que texto belíssimo!
Realmente muito bom. Obrigado por compartilhar o pdf.

Quanto ao debate mais acadêmico que o texto descreve entre as abordagens do Colistete e da Arretche, eu realmente senti falta de a formulação de ambos ser complementada por evidências para uma questão que não é discutida no texto (não sei se é discutida na literatura).

Considerando o ponto de atrito a partir da abordagem defendida pelo Colistete de que uma competição entre as elites locais resultaria num spill over socioeducacional positivo para as massas, a grande questão que precisa ser respondida é sobre a disposição dessas elites realmente disputarem entre si para atender, ainda que minimamente, as demandas da população. Na minha opinião, parece ser uma hipótese mais plausível que, diante de um novo cenário em que as elites teriam ainda mais poder político e econômico, devido ao movimento de descentralização, essas elites locais tenderiam a ter maiores incentivos para compactuarem uma política de café com leite local.

Eu acho que o argumento pela falta de descentralização está subestimando um pouco a capacidade das elites rurais da época de se aliarem, mas para ser sincero, eu realmente desconheço a evidência histórica. Teria realmente que ver, historicamente, essa disposição entre competir ou cooperar das elites locais. Se tiver evidência de que elas eram mais propensas a se esmagarem do que a estabelecerem pactos entre si, eu tenderia a concordar com o
Colistete.