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Matéria sobre o Nathaniel Leff na Piauí

Todo mundo já comentou e a reportagem é sensacional mesmo (link para assinantes). O autor,  Rafael Cariello, sintetizou muito bem as polêmicas sobre os temas da história econômica brasileira e também da questão pessoal sobre o Leff.
Eu sou "leffeiro" de raiz, hipster, faz mais de uma década. O Google Scholar mostra que das 20 citações do livro "Subdesenvolvimento e Desenvolvimento no Brasil", eu fiz 10 (tem texto repetido aí, seu Sergey Brin!). A contribuição do Leff que mais me impactou - e que não consta da reportagem  - foi:
Leff, N. H.. (1972). Economic Development and Regional Inequality: Origins of the Brazilian Case. The Quarterly Journal of Economics, 86(2), 243–262.
No artigo, ele explica que a origem da desigualdade regional brasileira deriva do Brasil não ser uma área monetária ótima no séc XIX. A lógica: boom do café valorizou o câmbio e -como os fatores não eram totalmente móveis- isso prejudicou as exportações de açúcar e algodão do Nordeste. Ele antecipou, assim, as teses sobre Dutch Disease.
(Só lamentei não ter sido citado na reportagem. Conversei uma boa meia-hora com o super simpático e competente Rafael, mas nada do que eu disse ficou na versão final. Deixa para lá. O importante mesmo é que a matéria ficou muito boa.)

Comentários

Para mim, foi como um murro teórico. Sempre apoiado nas obras clássicas nunca tinha ouvido e sequer lido em bibliografias de trabalhos a respeito de história econômica referência à Leff.
Agradável surpresa e felicíssima matéria de Rafael Cariello, em Piauí.
Abçs
totonga56@gmail.com
Emerson disse…
São também do Cariello os perfis do Paes de Barros, do Delfim, do Giannetti e do Eduardo Viveiros de Castro. Acho que todos valem a leitura.
fábio pesavento disse…
que reportagem!!
Blog do Nervoso disse…
Quase um romance. O encontro com Leff emociona.

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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